Falando a mesma língua
15/04/2009-19:50:49

Observando as manifestações dos internautas nos artigos relacionados ao tema surf x pesca, pude constatar diversas opiniões e sugestões, algumas interessantes e pertinentes, outras, nem tanto. Não cabe a mim discutir e aceitar cada uma, mas acho que de uma forma ou de outra, todas são válidas, dado a complexidade do problema e principalmente a desinformação. A falta de uma solução definitiva, a princípio, transmite a falsa impressão de que nada está sendo feito, quando na verdade, avanços estão acontecendo dia-a-dia. Por tudo o que passei nestes anos de doação à causa, posso dizer que nunca estivemos tão próximos de uma solução. Confesso também, que as tragédias aceleram o processo, mas não podemos de modo algum nos apegar somente a elas a fim de resolver a situação.

A cada morte, a indignação bate a nossa porta, e o sentimento avassalador da impotência, somado a sensação de que nada mudou, é responsável pelas mais diversas manifestações. Porém, nessas horas é que precisamos de calma e sabedoria para absorver os ensinamentos que as adversidades nos oferecem.

Tivemos progressos significativos após as mortes de Pablo Belmonte e Filipe Minussi, em 2002, e mais ainda, depois de Julia Rosito e Mário Xavier, em 2005. Após tentativas frustradas de manifestação pública, em frente à Assembléia Legislativa e nas praias onde aconteceram as mortes, um grupo mais coeso e interessado passou a atuar, buscando aproximação de políticos e órgãos governamentais, e clamando atenção e apoio no sentido de sanar as mortes absurdas, ocorridas ao longo de 26 anos. Alguns políticos, tocados no sentimento pelo pequeno grupo incansável, acabaram estendendo a mão e, mesmo sem trazer benefícios concretos à causa, garantiram alguma visibilidade frente a alguns órgãos, além de indicar caminhos a serem percorridos na caminhada.

O ministério público federal alertou sobre certa confusão na lei, que não indica claramente quem é o responsável pelo "campinho"; se o município, o estado ou a união. De outro lado, os pescadores não abrem mão dos pontos cultivados há anos por seus antepassados, certamente temerosos, sem garantia de assistência governamental, na melhoria e evolução dos métodos pesqueiros. E por fim, os surfistas não tem unidade, não falam a mesma língua no momento de tratar o caso, e não se manifestam publicamente, comprovando a falta de união e mobilização

A Federação Gaúcha de Surf (FGS), por sua vez, se faz presente sim, em todos os momentos, aliás nunca esteve tão engajada. Temos um deputado surfista, que abriu seu gabinete, fazendo dele a nossa casa. Contamos com o apoio incondicional do Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica (CECO) da UFRGS, que através de estudos específicos na orla gaúcha, garante credibilidade no aprofundamento técnico das questões que envolvem as atividades costeiras. E por fim, as famílias das vítimas, que historicamente sempre optaram pelo anonimato, hoje unem-se ao grupo, buscando a solução definitiva.

Analisando as atividades e tentativas de solução nos últimos 10 anos, não creio que a busca por culpados seja o melhor caminho. Aliás, na minha sensata opinião, todos temos uma parcela de culpa no problema, e qualquer individualidade neste julgamento é injusto.

Portanto, tentar culpar este ou aquele pela morte de mais um surfista em águas gaúchas, ou, acomodar-se pensando que isto nunca vai ter fim, é empurrar o problema com a barriga. Em vez disso, precisamos estar presentes, buscando sempre oferecer ajuda, engajando-se com o grupo, fiscalizando e alertando, se importando com os outros e, acima de tudo, respeitando as pessoas.

O assunto não acaba por aqui, e nas próximas postagens pretendo demonstrar e explicar o motivo pelo qual acredito que a solução esteja perto.


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A triste realidade do surfista gaúcho
13/04/2009-11:16:50




Ano vai, ano vem e a realidade é sempre a mesma. Como animal esperando o abate, vive assim o surfista gaúcho. Envergonho-me como surfista gaúcho, em viver no único lugar do mundo onde existem armadilhas humanas dentro do mar.

Assim como as zonas urbanas do litoral gaúcho cresceram, cresceu também este esporte apaixonante. Já não são apenas meia dúzia de jovens alucinados de classe média-alta, já não são apenas pioneiros desbravando o desconhecido. São centenas, milhares...no Brasil inteiro: milhões!

Sem acompanhar o crescimento e a evolução dos meios de subsistência, a pesca no litoral gaúcho ainda é arcaica, e cada vez menos profissional. Como acontecia há 50 ou 100 anos atrás, cabos e redes de pesca riscam a paisagem da beira de praia, mesmo nas principais zonas urbanas do litoral. Pescadores truculentos ainda precisam da ajuda braçal na retirada das pesadas redes, a fim de recolher o que nelas vier. Sem barcos ou equipamentos modernos, relutam em desocupar áreas, agora populosas, pela insegurança e falta de condições que garantam melhorias na atividade pesqueira. Muitas famílias ainda dependem desta pesca, mas não há de se negar que, hoje em dia, o "Zé da Padaria" e o "João da Ferragem", ainda possuem como dote, um local privilegiado e a rede, herdados dos seus antepassados.

Como exemplos verídicos do "abandono" da orla gaúcha, estão as redes situadas em Cidreira, em pleno calçadão, projetado e construído, penso eu, para o lazer dos moradores e frequentadores do município. Neste caso, o lazer se restringe no limite do calçadão com a areia branca da praia, pois, o banho de mar e a pratica de esportes nesta região - a mais populosa do município - é inviável, devido as armadilhas fixadas mar adentro. Em Capão da Canoa, reduto de férias da governadora Yeda Crusius, cabos e redes de pesca encontram-se perfilados diante de novas construções, apartamentos de luxo que custam o olho da cara. Pois bem, o cidadão gasta milhares de reais em uma morada de lazer, e se vê proibido de aproveitar aquilo que figura como maior razão do seu investimento: o mar. A própria governadora do estado relatou certa vez, que segurou um destes cabos, a fim de comprovar o perigo que representa àqueles que se servem deste espaço público e divinal.

Lucas Boeira Dias, de apenas 22 anos de idade foi a 46a. vítima das redes de pesca no litoral do Rio Grande do Sul. Fisgado como peixe, deixa mais uma família dilacerada, privada e impossibilitada de qualquer reparação, mesmo que por justiça, pois, nestes casos, não há culpados, nunca houve.

Para os desinteressados, mais um acidente, para nós surfistas e familiares, mais uma tragédia anunciada.

E para você?


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Enquanto isso em Capão...
03/04/2009-12:02:27

Enquanto isso em Capão da Canoa...

...acaba de passar um carro de som, divulgando um campeonato de canastra de duplas, isso mesmo, carteado em Capão.

"Inscrição: R$30,00 a dupla. Premio: R$ 500,00 para a dupla campeã, e premiação em dinheiro até o 4o.lugar"

Inscrição barata e prêmio em dinheiro. Que beleza hein?!

Enquanto isso no esporte surf...

a FGS divulga realização de um novo circuito (parabéns!!!), válido pelo gaúcho amador. Uma grande marca de Surf Wear nacional está na parada.

Será que, finalmente, teremos boa premiação no circuito gaúcho de surf amador???

Saudades do Pinhal...


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Session em Atlântida
17/03/2009-21:44:30

Vídeo da session desta terça-feira, dia 17 de março, na Plataforma de Atlântida.

Poucas ondas foram filmadas. Afinal de contas, é dificil ficar muito tempo fora da água, quando o mar está desse jeito:



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Vídeo da 3a.Etapa do Gaúcho em Capão
09/03/2009-20:21:21

Este é o vídeo da 3a.Etapa do Gaúcho Amador, evento que comemorou os 24 anos da ASCC, a Associação dos Surfistas de Capão da Canoa. Com exclusividade...




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FGS escolhe equipe gaúcha de surf
06/03/2009-14:10:06

Notícia que estampou a capa do Clube Surf nesta semana:

A equipe gaúcha de surf, que representará o estado no Brasileiro Amador de 2009 é definida pela Federação Gaúcha de Surf. Detalhe: a escolha não é baseada pelo ranking, e sim por critérios técnicos. O pior vem a seguir: existem atletas escalados que nem são federados no Rio Grande do Sul.

Depois não se sabe porque as etapas do Circuito Gaúcho tem cada vez menos inscritos e a FGS poucos filiados. É melhor não ser filiado mesmo. Os campeonatos para não federados dão passagens aéreas como premiação, e quem sabe, até se pode pegar uma vaguinha na equipe gaúcha de surf, roubando vaga dos babacas que pagam a filiação.

A gente surfa, se diverte, se aposenta, e ainda não vai ver tudo...


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No bico do Longboard
27/02/2009-10:16:47

O programa de esportes radicais Planeta EXPN, da ESPN Brasil, apresentou na semana passada, uma matéria sobre o longboard e o polêmico método de julgamento que se faz na categoria dos pranchões. Não tão diferente da pranchinha, mas com um nível de detalhamento maior, o julgamento dos atletas dos pranchões causa maior polêmica entre surfistas e julgadores, pela diversidade de manobras e pela exigência que se faz, na colocação correta do atleta sobre a prancha. O estilo clássico ainda é muito valorizado, principalmente nas manobras de "nose", onde o atleta se coloca no bico da prancha. Nesses momentos, os juízes necessitam atenção máxima aos movimentos executados por cada competidor, e assim, avaliá-lo conforme o critério estabelecido pela comissão técnica da ASP.

Confira no link abaixo as entrevistas com alguns dos principais nomes do longboard no Brasil e no mundo, e o que eles pensam sobre o assunto.

E que os falsos "biqueiros" se cuidem! hehe

http://espnbrasil1.terra.com.br/planetaexpn/?id_programa=556&id_video=2171



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