08/06/09, 18h – Compromisso de todo o surfista
05/06/2009-13:06:09

Prestem atenção na data que intitula este post

Pode ser mais um dia comum em nosso calendário, com as mesmas preocupações pessoais de cada um, mas aproveito a deixa e convoco a todos desde já para estarem na Assembléia Legislativa do estado às 18h.

Este é o momento da grande mobilização da comunidade do surf gaúcho.

Não falo da FGSurf, atletas e associações, pois estes certamente estarão lá, falo do médico, advogado, engenheiro, estudante, jornalista e por ai vai. Todos que, além de sua atividade principal, ainda são surfistas

Vamos fazer a nossa parte! Sei que é uma hora um pouco complicada para muitos, mas não para todo mundo.

Compareçam!

Forte Abraço


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SuperSurf, WQS, WCT... Pros outros, né?!?!?!?!
12/05/2009-09:51:13

2009 parecia que seria diferente, mas não foi assim que começou.

Além daquilo que escrevi no último post, que ninguém faz nada pelo esporte (ninguém me refiro a você que lê aqui os blogs, que vai a praia no final de semana surfar, que gosta de se vestir na moda do surf, que é conivente com o descaso das mortes de surfistas em rede de pesca), o nosso surf profissional não vai nada bem.

Nada em particular aos nossos representantes, que por sinal devem ser admirados, pois tentar essa vida em um estado que não dá a mínima para os atletas profissionais é muito difícil.

Como querer que tenhamos nossos atletas disputando as baterias do SuperSurf ou da seletiva Petrobras que seja? Atletas em condições de enfrentar de igual os gringos em baterias do circuito WQS? Não vou nem perder tempo questionando sobre WCT, pois se não fosse o Pedra, nem sonhar com a hipótese de um representante no dream tour nós poderíamos nos dias de hoje.

Eu que vivo do segmento surf (sou representante de confecção) fico extremamente admirado de ver o empenho dos lojistas do segmento. zero de investimento, comparado ao que se poderia fazer. Eu disse zero.

O estado, a federação, e os empresários do surf daqui a algum tempo vão inevitavelmente colher o que estão plantando.

A morte de um esporte, assim como não se faz nada, só conversa e conversa, e mais conversa a respeito das vidas perdidas dos surfistas presos em redes de pesca, daqui a pouco só vão sobrar “ronaldinhos” e “nilmares” para se admirar por aqui.

Campeonato não é tudo, pra falar a verdade, acho que campeonato é uma coisa que vai render muito bem tanto financeiramente quanto em apelo popular quando se tiver definidas algumas questões:

- Solução para as mortes de surfistas em redes de pesca no litoral gaúcho;
- Auxilio financeiro aos atletas de alta performance;
- Trabalho de base com auxilio técnico e escolar para as categorias mais novas.

O resto vem na carona.

Claro que sempre vai ter um “xarope” para criticar. Falar e teclar é muito fácil, mas se tiver atitude, ação, movimento, sair da inércia, as coisas acontecem, e acontecem para o bem.

Grande abraço a todos!

*Tão logo este post foi colocado no ar, recebi ligações protestando contra uma suposta e sistematica crítica destrutiva contra a Federação Gaúcha de Surf em meus últimos textos. Gostaria de esclarecer que tenho minhas ressalvas quanto a condução da atual administração e não vejo mal algum em expor minhas opiniões. O surf gaúcho e seu futuro é de interesse público e idéias e liberdade de expressão acerca do assunto só farão bem ao esporte. Porém, em relação ao texto acima, é só ler com atenção e imparcialidade que é notório o envolvimento de todas as areas ligadas ao surf na questão, entre elas a FGS. De forma alguma atribuo os problemas como culpa única e exclusiva da instituição máxima do surf gaúcho. É só ler!


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Palhaçada: A Comunidade do Surf Gaúcho
30/04/2009-19:33:31

Sinceramente, não há como se esperar alguma coisa melhor para os surfistas do Rio Grande do Sul do que rezar e pedir proteção a Deus.

Que vergonha, uma comunidade formada por profissionais que se apresentam para a sociedade se dizendo médico e surfista, advogado e surfista, engenheiro e surfista, sou publicitário e surfista... Que cara de pau.

Na semana passada estive na Assembléia Legislativa do Estado, no gabinete do deputado Sandro Boka e, olha, tinha umas 10 pessoas no máximo. Sendo que uma delas era a mãe de um surfista falecido em 2002 que está ali, tentando fazer com que outra família não tenha o mesmo triste fim que teve seu filho.

É uma vergonha saber que o dia que os “surfistas” forem enfrentar a categoria dos pescadores em qualquer lugar, não vai dar nem pro começo.

Não menosprezando a categoria, mas como falei, existem muito mais médicos, advogados, jornalistas, engenheiros, arquitetos e dentistas que surfam do que pescadores, mas só quem é organizado e unido luta por alguma coisa.

Eu conheço alguns surfistas que residem aqui em Porto Alegre e tinha certeza que os veria na missa de 7º dias do Lucas. Que ilusão, outra vez se contou nos dedos as pessoas ali.

Por favor, por mais imbecil e idiota que possa parecer, ou que achem que você está fazendo um “lob” dizendo que vai a AL do estado, vá, veja aqui no clube datas e horários. Pergunte, pois só assim um dia quem sabe o surf gaucho terá vez.


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Até quando isso vai acontecer?
15/04/2009-00:33:54


Diferentemente de meus colegas e amigos, eu, com todo o respeito e amizade, sugiro primeiramente ao atual presidente da Federação Gaúcha de Surf, Orlando Carvalho, passar o cargo adiante. Nada pessoal. Mas já se tinha que ter resolvido isso.

Não adianta: já estive em reuniões, participei de discussões, e a última que fui, na UFRGS, para a apresentação do filme da Gaba Films, CAIU NA REDE É GENTE, que ironia.

Gente, não dá. Não adianta tentar encontrar culpados, as autoridades e tal, tem é que se fazer alguma coisa. Todos que agora lêem estes textos, conversam nas faculdades e bares: Por favor mexam-se.

Infelizmente aconteceu, mas já teria que se ter paralisado toda e qualquer competição no estado e se ter dado prioridade a este caso.

A situação de morte no surf, implica na morte do esporte em si.

Que a FGSurf mande seus melhores atletas para fora do estado competir, promova “surf trips”, sei lá. Mas focaria suas ações na garantia de vidas para não precisarmos mais passar por mais este momento de dor no coração de cada surfista. Pior, o pai que um dia sonha em ter o filho surfando consigo.

Como falei, nada pessoal, mas as coisas tem de ser mudadas, mas com as pessoas que estão não vai acontecer.

Orlando, te peço que me envie um mail com datas e composição de chapa para a próxima eleição da FGSURF. Tenho um grupo de pessoas que gostariam de contribuir com o esporte, com a vida.

Nos encontraremos pelo caminho, conte comigo para qualquer coisa, como já havíamos anteriormente conversado.

Mas eu não vou mais ficar de braços cruzados. Coisa que toda a comunidade do surf deveria fazer.

Forte abraço a família do Lucas, que Deus conforte a todos e que somente as lembranças boas fiquem.


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Dever de Casa
07/11/2008-09:00:33

Gente, aproveitando a seqüência do texto deste meu grande amigo, Carlos Vargas, eu vou contar a vocês o porquê da minha satisfação de ter feito o meu dever de casa.

Na semana que antecedeu o campeonato da Marmot/X-10 de Surf na praia do Imbé, dias 25 e 26 de outubro, chegou por aqui a tetra campeã brasileira de surf, Tita Tavares.

A minha sensação de dever cumprido deve-se ao fato de ter feito algo pelo surf: surf este esporte, surf este atletas, surf esta comunidade, surf este lazer, surf esta emoção.

Claro que sendo o representante da Marmot aqui no RS, também colheria os frutos da mídia em cima de uma atleta de nível internacional passeando pelas nossas bandas.

Só que a minha pergunta é porque ninguém ainda fez alguma coisa parecida, pois a vivência e experiência de vida que esta baixinha passou aos nossos futuros campeões foi de extrema importância, coisa que pude presenciar naquele final de semana de eleições no Imbé..

Queria aqui agradecer todas as pessoas responsáveis por este grande feito do surf gaúcho. Em especial ao Carlos (Clube Surf), Felipe e Virgílio (X-10), Antony e Patrick (diretores da Marmot), a minha esposa Marlize (mulher grávida com paciência é difícil), e aos outros parceiros Gil, Vlad, Pica-Pau, entre outros que com certeza fizeram sua parte pelo surf gaúcho.

Mas não posso esquecer de agradecer a principal pessoa desta empreitada, ela mesma, Tita Tavares, que com muita paciência e boa vontade visitou vários clientes comigo, compareceu a inúmeros compromissos e SEMPRE com um sorriso no rosto transmitindo alegria, simpatia e a sensação de ter se feito o dever de casa.

Valeu gente!



Rafael Mothcy e Tita Tavares


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Surf no Mercado de Trabalho
16/10/2008-14:06:34

E ai galera!

Hoje vou comentar um pouco da atividade profissional que envolve o surf. Na verdade uma delas, exatamente a que me compete.

Contar um pouco pra vocês sobre o que é ser representante comercial (o que é isso) de uma marca de surf no nosso estado e como que eu me meti nessa profissão “abençoada”.

Gente, acredito que vocês conheçam inúmeras marcas de surf que existem nesse nosso mercado extremamente competitivo e fechado que é o do RS. Eu também, e há mais ou menos uns 3 ou 4 anos atrás, lendo uma das revistas de surf de circulação nacional achei a propaganda de uma marca bem legal, mas que nunca tinha visto nas lojas daqui. Foi aí que me interessei por saber o que era ser mesmo representante comercial.

Na verdade, representante comercial é só uma maneira mais bonita de se dizer vendedor. Se bem que vendedor e representante é uma atividade diferente, parecida, mas não igual.

O vendedor pode ser aquele que trabalha em um loja, numa surf shop “bala”, num shopping, mas representante é outra coisa. Esse cara é o responsável por tudo que é venda que existe no estado, tudo que envolve o nome da marca a qual ele leva no peito.

Se a marca é vendida em lojas “bala” ou não, se tem um campeonato de surf na praia com a marca apoiando, se tem gente usando a marca na TV, enfim, de qualquer coisa que aconteça com a marca.

E por aí vai... A melhor coisa que existe é ver alguma criatura que você nunca viu na vida usando a camiseta que tu vende. A marca vira até o nosso sobrenome na maioria das vezes.

Hoje, por exemplo, me chamam de Rafa da Marmot (se diz marmô), o Lisboa Mothcy ficou só na identidade mesmo. E é assim com praticamente todos os que conheço neste mercado.

Antigamente, aquela pessoa que não tinha muitas oportunidades na vida, não tinha condições de freqüentar uma universidade acabava virando “vendedor” ou representante de alguém.

Só que nos dias de hoje é exatamente o contrário. Às vezes, mesmo se tendo um diploma de 3º grau, não se consegue uma oportunidade na sua área, e como as empresas hoje precisam de pessoas articuladas, espontâneas, dedicadas, e por ai vai, acabam contratando profissionais que estão nesta situação.

Eu sou arquiteto, mas hoje não tenho tempo, nem prazer para atuar na minha área de formação acadêmica. Eu não quero desanimar ninguém, pelo contrário, queria passar para aqueles que estão meio perdidos ou meio indefinidos que nessa profissão que exerço hoje, jamais ganharia o que ganho se trabalhasse na arquitetura.

Eu vou para a praia no final de semana, fazer um surf, viajo a Santa Catarina para ver a sogra, sem o mínimo de culpa, trabalho pacas na semana, mas tenho a minha autonomia, e isso também é muito importante na hora de se definir uma atividade profissional.

O representante é um cara que conhece muita gente, viaja bastante, toma muito “chimas” e ainda sobra muito tempo para curtir a vida com a família.

Agora, se for solteiro, MEU DEUS DO CÉU! Aí sim, é a profissão que todo o cara um dia sonhou.

Vou apanhar, mas tinha que contar isso pra vocês.....

Abraço a todos!


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Notas 2 e 0
05/10/2008-22:21:20

Gente, com este comentário eu fiquei pensando que realmente nos aqui do sul somos ao mesmo tempo os mais apaixonados pelo surf neste país, como os menos privilegiados em matéria de ondas (como se isso fosse novidade, né?).

No final de semana passado eu fui fazer uma visita a minha querida sogra que mora em Santa Catarina, a 20 minutinhos de Itapirubá.

Lá fui fazer um surf com uns “brothers”: o Jonny, representante da Marmot lá em santa, que surfa no pico há 20 anos, e um amigo do cara, guri de uns 20 no máximo.

Seis e meia da manhã eles passaram para me pegar (minha mulher consentiu em eu ir, mas desde que não fosse de carro), e dali mesmo com a tranqueira da BR, sete e pouquinho estávamos lá.

Pra não ser muito afoito, conversamos, fomos dar uma olhada na gurizada na praia sul, tinha campeonato por lá, com o Marcel de Rose narrando, mas aí colocamos as roupas de borracha........comentaram que estava ruim e tal......mas fomos

Eu achando o mar grande pacas, mas tudo bem.

Às oito horas entramos no mar.

O raio do guri não deu cinco minutos e estava lá dentro... Gente, aí começou a desgraça dos anos de trabalho sem muito tempo para se dedicar ao que se gosta.

Tomei na cabeça, sem brincadeira, nove ou dez verdadeiras “morras” e aí não agüentei mais. Saí e fui entrar lá no canto, junto às pedras, um pouco mais fácil.

O Jonny veio comigo, e o desgraçado do guri (não lembro o nome dele) pegava uma atrás da outra, nem aí para nós.

Mas daqui a pouco nos encontramos lá dentro. Eu ia só nas pequenininhas, tava muito grande e principalmente pesado. Fazia um tipo de reunião de vendas com o Jonny, falávamos de clientes e depois de recuperar o fôlego, encarávamos outra onda.

Surfamos até umas dez e meia e neste momento o mar já estava piorando, além da canseira que bateu.

Fomos comer um peixinho maravilhoso num restaurante na praia sul e curtir o campeonato.

Vários atletas vieram me cumprimentar, a gurizadinha que vem aqui para o sul competir e fazer o intercâmbio que deveríamos valorizar mais. Mas tava jóia: solzão, sono e preguiça pegando.

Na tarde fomos dar uma olhada. O Coi, representante no RS da Excel, estava por lá também, mas saindo, tava pior, aí tava ruinzão mesmo... Fomos embora.

Claro que na volta passamos por Laguna (eu realmente adoro visitar a sogra) fomos conferir as ondas ali nos molhes.


Chegando lá tinha uns seis caras no mar, caras de 15 anos no máximo, mas são caras. E pegavam as ondinhas, tava pequeno mas meu, eu encararia, até por que daqui a pouco meu celular ia tocar e, como a minha esposa está grávida, não daria para ficar enrolando, e tava bom pro meu “rip”.

Mas eles não estavam muito a fim e confesso que eu já não queria mais também.

Mas foi ai que eu perguntei pro guri amigo do Jonny.

E aí meu, que notas temos para essas ondas de hoje???

Foi então que o cara na maior cara de pau, e pior que falando sério, mesmo depois de eu ter surfado sem parar de manhã, fala: Lá em Itapira tava um 2 mas aqui não tem como: Zero!!!

Fui pra casa.

Abraço a todos!


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